Aprender a lidar com o que sentimos
Atualizado: 27 de ago.
Alegria, medo, tristeza, raiva, vergonha, culpa, frustração e tantas outras emoções aparecem ao longo da vida e participam da maneira como nos relacionamos conosco, com outras pessoas e com o mundo.
Mas nem sempre é fácil compreender o que sentimos ou encontrar uma maneira de lidar com determinadas emoções.
Há situações em que uma reação parece maior do que aquilo que aconteceu. Em outras, tentamos conter o que sentimos até chegar ao limite. Também podemos evitar determinadas situações, nos afastar das pessoas ou reagir impulsivamente sem compreender exatamente o que aconteceu dentro de nós.
Olhar para a maneira como reagimos pode ser um caminho para começar a compreender aquilo que estamos vivendo.
Como aprendemos a lidar com o que sentimos?
Nossa maneira de viver as emoções não surge de forma isolada. As primeiras relações e experiências participam da construção da nossa subjetividade e da maneira como aprendemos a reconhecer necessidades, buscar apoio, estabelecer vínculos e lidar com situações difíceis.
Isso não significa que nossa história determine quem seremos para sempre.
Ao longo da vida, novas experiências também podem ampliar nossas possibilidades de compreender e lidar com aquilo que sentimos.
Quando uma reação parece ser “o meu jeito de ser”
Algumas formas de reagir podem se tornar tão familiares que passam a ser percebidas simplesmente como parte da personalidade.
“Eu sempre fui assim.”
“Não consigo lidar com críticas.”
“Quando fico nervoso, me afasto.”
“Preciso que as pessoas me digam que está tudo bem.”
Essas maneiras de reagir podem ter uma história.
Talvez alguém tenha aprendido a esconder a tristeza. Outra pessoa pode ter aprendido que precisava resolver tudo sozinha. Alguém pode ter desenvolvido uma necessidade intensa de aprovação ou uma tendência a evitar conflitos.
Com o tempo, aquilo que um dia foi uma forma de lidar com determinadas experiências pode passar a parecer simplesmente parte de quem somos.
Quando as emoções começam a interferir na vida
Nem toda reação intensa significa que existe uma dificuldade de regulação emocional. Mas pode ser importante prestar atenção quando determinadas formas de reagir começam a causar sofrimento ou interferir nos relacionamentos, no trabalho ou na rotina.
Isso pode aparecer como dificuldade frequente para lidar com frustrações, impulsividade, irritabilidade, necessidade constante de aprovação, dificuldade para expressar sentimentos, tendência a evitar situações ou conflitos recorrentes nos relacionamentos.
Essas manifestações não têm um único significado. É preciso compreender como aparecem na história e na vida de cada pessoa.
O espaço da psicoterapia
Na psicoterapia, essas formas de funcionamento podem ser observadas com mais atenção.
A partir da fala e da escuta, é possível perceber o que acontece antes de determinada reação, quais sentimentos estão envolvidos e como algumas formas de se relacionar foram sendo construídas ao longo da vida.
Também pode ser possível reconhecer padrões que se repetem e compreender por que determinadas situações despertam respostas tão conhecidas.
Não se trata de aprender a controlar tudo o que sentimos, mas de ampliar a compreensão sobre aquilo que sentimos e sobre a maneira como respondemos às experiências.
Talvez uma relação mais possível com as próprias emoções não esteja em sentir menos, mas em poder reconhecê-las, compreendê-las e encontrar outras formas de lidar com aquilo que a vida apresenta.
Quer compreender melhor aquilo que sente?
A psicoterapia pode ser um espaço para olhar com mais atenção para suas emoções, experiências e formas de se relacionar.
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