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Regulação Emocional e Saúde Mental: Qual a relação?

  • Foto do escritor: Alkeandra S Silva
    Alkeandra S Silva
  • 16 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de mai.


Ao utilizarmos a palavra emocional, estamos falando de um conjunto de sentimentos, emoções, afetos e reações que permeiam a nossa vida em sua totalidade.

Aprender a lidar com o “seu emocional” é muito importante para que você consiga ter uma boa saúde mental, uma vida equilibrada e satisfatória.


Desenvolver a habilidade da regulação emocional - capacidade de lidar de maneira adequada com as próprias emoções nos mais diversos contextos de sua vida - nem sempre é fácil, principalmente se houve algum tipo de deficiência na época em que você estava desenvolvendo este aspecto da sua personalidade.


Você já se perguntou como reage diante dos desafios que a vida lhe impõe?

E nos bons momentos, quando tudo está dando certo conforme a sua vontade e planejamento?

Pensar sobre as suas reações diante das situações pode trazer muitas respostas para os problemas que você enfrenta atualmente.


A regulação emocional tem como base a sua construção na infância. Quando inserido em um ambiente favorável para o seu desenvolvimento, você encontra apoio e um olhar de cuidado para as suas necessidades primárias.


Em um ambiente assim, você também consegue expressar os seus sentimentos e os seus questionamentos. Você tem liberdade para falar e ser ouvido. Experimenta a vida e tem em seus cuidadores um alicerce para ser você, para construir a base da sua subjetividade.


Vida equilibrada
Vida equilibrada

Como resultado, um bom repertório emocional é formado, e você se torna capaz de lidar na sua vida adulta com várias emoções que são inerentes a todo o ser humano – vergonha, medo, culpa, tristeza, frustração, amor, alegria, gratidão, entre outras.


Por outro lado, o que acontece quando este mesmo ambiente não oferece este olhar para o seu desenvolvimento emocional?

Como reconhecer se houve uma insuficiência deste cuidado na infância?


A resposta pode ser bem simples. Basta olhar para a maneira como você se adapta à sua realidade hoje.

Geralmente o que prevalece é uma vida pautada em sobreviver, e não em viver a vida em sua plenitude.


Não estou dizendo que tudo foi perdido, que a sua personalidade está toda equivocada. Entretanto, estou sugerindo uma reflexão: até que ponto crescer no modo sobrevivência tem sido útil ou prejudicial a você?


A desregulação emocional nem sempre é fácil de ser identificada pela própria pessoa. 

É comum ouvirmos na clínica a seguinte frase: “mas eu sempre fui assim, este é o meu jeito de ser”.

E quando a terapia avança, o que encontramos é uma distorção da realidade e de si próprio.

Encontramos dores, traumas, desequilíbrio emocional, relacionamentos disfuncionais. Um grande sofrimento psicológico e uma vida pautada na busca constante por fugir do que não consegue compreender com a mente racional.


Depressão

Alguns sinais e sintomas comuns na desregulação emocional são:


·        Impulsividade;

·        Reatividade;

·        Retração social;

·        Ansiedade;

·        Depressão;

·        Dependência emocional;

·        Codependência emocional;

·        Dificuldade para lidar com frustrações;

·        Compulsões (comida, compras, sexo, bebidas alcóolicas, jogos de azar, etc.);

·        Sensação de vazio emocional.


Há também outros sinais e sintomas que podem ser confundidos como “parte da personalidade”. Nestes casos, a pessoa acredita que sentir-se assim é normal, pois esta é a única forma de viver que ela conhece.


Podemos citar alguns exemplos: necessidade constante de validação externa, baixa autoestima, baixa capacidade de resiliência, dificuldade de falar a respeito dos próprios sentimentos, temperamento explosivo ou introspectivo demais, alterações súbitas de humor, crises de choro frequentes, irritabilidade crônica, pensamentos catastróficos, medo da própria morte ou de terceiros.


A maneira como você olha para a vida ao seu redor nem sempre é a realidade. Por vezes, ela pode ser uma fantasia do que você integrou no seu ser enquanto estava crescendo. Contudo, é necessário sair da fantasia e enxergar o real. 

Somente assim você poderá se tornar um ser humano inteiro, autêntico e responsável por todos os aspectos que dizem respeito a você e à sua vida.


E para esta jornada, um psicólogo pode te ajudar.

 



 
 
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